Um homem atropelou e matou um motociclista em um acidente na noite deste domingo (19), no município de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal do Ceará (PRF-CE), após matar o condutor, identificado como Antônio Raimundo Cunha de Castro, o motorista do carro de luxo tentou fugir e ainda bateu em outro veículo, além de atirar contra policiais que estavam em um carro da Polícia Militar.

O acidente ocorreu por volta das 20h50 na BR-020 no quilômetro 42. Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará foi ao local para ajudar nas buscas. As equipes da PRF e da PM também fizeram diligências na localidade.

Acidente ocorreu na BR-020, na cidade de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza (Foto: PRF-CE)



O motorista do veículo de luxo conseguiu fugir para um matagal. Até a manhã desta segunda-feira, ele não foi localizado.
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Motorista atropelou motociclista e depois bateu em outro carro (Foto: PRF-CE)Motorista atropelou motociclista e depois bateu em outro carro (Foto: PRF-CE)
 As equipes da PRF e da PM também fizeram diligências na localidade. (Foto: PRF-CE)As equipes da PRF e da PM também fizeram diligências na localidade (Foto: PRF-CE)
Fonte: G1 Ceará
Após sofrer uma síncope cardíaca com apenas 23 anos, o carioca Eduardo Vogel emagreceu 35kg e resolveu transformar seu sofrimento em boa ação. Hoje com 27 anos e formado em Administração e Teatro, ele foi avisado por seu médico à época que, se não perdesse peso, poderia morrer.

Eduardo Vogel - de pé usando óculos - e sua equipe Foto: Divulgação

—Corria 10 km na esteira por dia. Gosto muito de correr e faço por prazer, em três meses perdi muito peso. Mesmo depois do exercício, meu metabolismo estava tão acelerado que continuava emagrecendo - conta.


Interface do app Eleven
Interface do app Eleven Foto: Divulgação
Com sua saúde estabilizada, Eduardo começou a se perguntar se poderia ajudar outras pessoas. Foi quando criou o ‘Eleven’, aplicativo gratuito que monitora os movimentos da pessoa, esteja ela caminhando, correndo ou pedalando. A energia produzida pelo esforço de cada movimento é convertida em dinheiro, que pode ser doado para qualquer instituição de caridade.
—A partir do momento que atinge o valor mínimo para doação, o usuário é notificado e pode escolher entre doar ou aumentar o saldo. Para doar é bem simples, basta compartilhar uma foto com as logomarcas da instituição desejada e do patrocinador, criando uma grande corrente do bem.
Eduardo e os sócios, todos jovens empreendedores, participaram da última Campus Party, feira anual de tecnologia e ciência que acontece em São Paulo.


Fonte: Extra 
Usar um martelo na fabricação de uma calça jeans foi a inovação de uma empresa que está há mais de 30 anos no mercado. A fábrica de calças de São Paulo investiu em um modelo que tem um bolso quase invisível para guardar o celular.

Não foi fácil lançar a calça com bolso para celular. O pai, que comanda a fábrica desde 1986, era contra. E os filhos tiveram que tocar o projeto sem ele saber. “Fizemos dez modelos meio escondido. Em uma semana vendemos seis mil peças, e aí ele acreditou”, conta o empresário Frederico Perusin.

Fred e a irmã Carol investiram R$ 15 mil no novo produto. O dinheiro foi usado para a patente e estoque inicial. Eles aproveitaram a mesma estrutura da fábrica.


A mão-de-obra e tecido extra para fazer o bolso aumentaram em 10% o custo da calça, mas isso não foi problema. Quem confirma a aceitação do produto é o Bira Marques, que é comerciante e já comprou muitas peças para revender. “Tudo que é novo já é legal agora tudo que é novo necessário fica melhor ainda, então uniu o útil ao agradável. A calça é sucesso de vendas”.

PRS JEANS
Rua Paraíba, 82, Brás
São Paulo/SP – CEP: 03013-030
Telefone: (11) 3312-9475
Site: www.prsjeans.com.br
E-mail: contato@perusin.com.br

Fonte: G1
A empresária Adriane Aparecida Pereira Diniz Ignácio de Souza, de 47 anos, acusada de participação em um suposto racha que resultou na morte do lutador de jiu-jítsu Kaio Muniz Ribeiro, em 2011, falou por pouco mais de uma hora nesta quarta-feira (15), na abertura do 2º dia de julgamento em Campinas (SP), e revelou ao júri que mentiu no primeiro depoimento à polícia.
Acusados pela morte do lutador Kaio Ribeiro durante o júri popular em Campinas (Foto: Reprodução EPTV)
Acusados pela morte do lutador Kaio Ribeiro durante o júri popular em Campinas (Foto: Reprodução EPTV)
A ré disse que o advogado que a acompanhou no dia do acidente a "obrigou a mentir" à polícia, informando que o Camaro, dirigido pelo empreiteiro Fabrício Narciso Rodrigues da Silva, outro réu no processo, pressionou seu Audi entre a Av. Norte-Sul e a Avenida Júlio Prestes, local do atropelamento. Em um segundo depoimento, em juízo, Adriane já havia alterado a versão, dizendo que tinha se assustado com o barulho de um carro.
Procurada pelo G1, a Comissão de Ética e Disciplina da OAB-Campinas informou que o juiz do caso pode enviar um ofício à entidade questionando a ação do advogado que teria orientado a ré a mentir em depoimento. Caso o juiz não apresente o ofício, a promotoria ou familiares da vítima podem pedir a representação na OAB, que instaurará um processo disciplinar que pode cassar o registro do advogado.
Álcool e racha
Durante o depoimento, Adriane confessou que havia ingerido bebida alcóolica ("duas cervejas") e que se sentia bem para dirigir no dia 18 de novembro de 2011. Ela negou que estivesse bebendo ao volante e que participava de um racha com o Camaro. "Não é minha prática".
A empresária informou que estava entre 80 e 85km/h e que jogou o carro para a calçada para não bater em outro veículo que passava na via, e disse que não sabia que a vítima estava naquele local. Na terça, no 1º dia do júri, um perito criminal, ao considerar imagens de uma câmera de segurança, entre outras avaliações técnicas, estimou que o Audi da empresária era conduzido entre 123,58km/h e 132,38km/h.
Adriane revelou que tentou o "suicídio várias vezes" depois do ocorrido. "Não dá vontade de viver. Me sinto culpada", afirmou. A empresária disse ainda que sofria depressão na época do crime, e que hoje toma quatro medicações, duas de "tarja preta". O júri popular que ficará responsável por definir a culpa ou absolvição dos réus não quis fazer perguntas a Adriane.
Carros envolvidos em suposto racha em Campinas, SP (Foto: Juliana Cardilli / G1)Carros envolvidos em suposto racha em Campinas, SP (Foto: Juliana Cardilli / G1)












2º dia
Além do interrogatório dos réus, os advogados de acusação e defesa terão duas horas e meia para cada dissertação, e mais duas horas de réplica. Somente após as considerações finais da promotoria e da defesa dos acusados, os jurados irão decidir se haverá sentença para condenação ou absolvição. A previsão é que todos os ritos demorem pelo menos 9 horas.
Fabrício
O interrogatório do empreiteiro Fabrício Narciso Rodrigues da Silva, de 37 anos, começou às 11h26 e terminou às 11h59. O réu negou que participasse de um racha e reforçou que não havia ingerido bebida alcoólica. Silva também disse ao júri que não conhecia Adriane.
O dono do Camaro reconheceu que dirigia acima dos 60km/h permitido na via, mas defendeu que "não pôs a vida de ninguém em risco". "Passei a cinco metros dele. O Kaio (Muniz Ribeiro, vítima) me viu e continuou andando", disse Silva.
Durante o depoimento, o empreiteiro ainda negou ter visto o acidente e disse que só passou de novo pelo local onde o lutador foi atropelado porque levava um amigo em casa. 
Como foi o 1º dia
Durante a sessão, o juiz Sérgio Araújo Gomes ouviu relatos de sete testemunhas de acusação e defesa, incluindo a mulher de Silva, um ex-sócio de Adriane, policiais militares que registraram a ocorrência à época do atropelamento e o funcionário de um posto de combustíveis localizado a 80 metros do ponto onde ocorreu o acidente na Avenida Júlio Prestes, no bairro Taquaral.
Foram ouvidos ainda dois peritos do Instituto de Criminalística (IC), que prestaram esclarecimentos sobre laudos que tratam da forma como ocorreu o acidente. Um deles, ao considerar imagens de uma câmera de segurança, entre outras avaliações técnicas, estimou que o empreiteiro dirigia o Camaro com velocidade entre 80,5 km/h e 92,4 km/h; enquanto o Audi da empresária era conduzido entre 123,58 km/h e 132,38 km/h, considerando a margem de erro.
Avaliações
O advogado da família de Kaio Muniz Ribeiro, José Tavares Paes Filho, afirmou que ainda não está convicto de que houve racha, mas frisou que peritos confirmaram o excesso de velocidade.
"Algumas testemunhas corroboraram para aquilo que o laudo apresentou, que havia excesso de velocidade, ingestão de bebida alcoólica. Que houve um racha eu não estou convicto ainda, mas que havia velocidade excessiva sim. Então, isso tudo pode trazer uma condenação, o que nós vamos lutar para conseguir", destacou após término da sessão.
Ralph Tórtima Stettinger Filho, defensor do empreiteiro, disse que o dia foi positivo para a defesa e reafirmou que Silva não teve qualquer tipo de participação. "Achei que foi muito positivo para a defesa. [...]  A responsabilidade é exclusiva da Adriane, que é a condutora do Audi [...] Inclusive, hoje os policiais deixaram evidente que essa questão do racha é uma mera interpretação, poderia muito bem ser uma perseguição", destacou.
Já Guilherme Madi Rezende, advogado da empresária, alegou que não houve racha. "Me parece que ficou muito clara, especialmente a questão de que não houve racha, o que todo mundo sempre negou. Então a gente acredita que amanhã vamos ter condições de explicar e dar toda a nossa versão [...] A Adriane nunca teve vontade de produzir esse resultado, esse resultado foi produzido através dela de um acidente [...] que de fato ela causou, e a defesa nunca negou."
O caso
O lutador Kaio César Alves Muniz Ribeiro morreu em 18 de novembro de 2011, após ter sido atropelado por um carro que supostamente participava de um racha durante a madrugada pela Avenida Júlio Prestes, no bairro Taquaral. Kaio Muniz Ribeiro era atleta da Federação do estado de São Paulo de Jiu-Jítsu, vice-campeão brasileiro e campeão paulista na categoria adulto.
Kaio foi atingido por um Audi, conduzido pela empresária que, segundo a polícia, disputava uma corrida ilegal com o empreiteiro que conduzia um Camaro. No local onde o lutador foi atropelado e morto, a velocidade máxima é de 60 km/h, mas a acusação afirma que os réus estavam acima do limite.
Imagem de circuito mostram carros envolvidos em suposto racha (Foto: Reprodução EPTV)Imagem de circuito mostram carros envolvidos em suposto racha  (Foto: Reprodução / EPTV)












Fonte: G1
A Caixa Econômica Federal explicou nesta quarta-feira (15) que as regras para os saques de dinheiro de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) restringem as retiradas até o dia 31 de julho e que as pessoas que não conseguirem fazer as retiradas até o prazo limite não conseguirão fazer o saque em outra data.
"A Medida Provisória é clara: para o pagamento simplificado nestas duas condições – pedido de demissão ou demissão por justa causa –, o trabalhador tem que sacar o recurso até 31 de julho deste ano", disse Valter Nunes, diretor-executivo da Caixa.
Segundo Nunes, passada a data de 31 de julho, os saques de contas inativas só poderão ser feitos nas outras situações previstas em lei, como aposentadoria ou após a conta de FGTS permanecer sem depósitos por 3 anos ininterruptos.

Calendário

O governo divulgou na terça-feira (14) o calendário de saque das contas inativas do FGTS. A partir de março, mais de 30 milhões de trabalhadores terão direito a retirar o dinheiro. De acordo com o governo, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas e o governo calcula que, desse total, R$ 34 bilhões serão sacados por trabalhadores.

Segundo a Caixa, abril deve ser o mês com mais saques de contas inativas. De todos os trabalhadores que podem sacar o benefício, 26% devem fazer a retirada em abril. Já o mês com a menor proporção é julho, com 8%.
Mais da metade dos trabalhadores tem, no máximo, R$ 500 para sacar, segundo o governo. Outros 24% têm saldo entre R$ 500 e R$ 1.500. Os dois grupos representam 80% do total de pessoas com direito a sacar o dinheiro. Os demais têm mais de R$ 1.500 a receber.

Como faço para consultar o meu saldo?

O trabalhador pode consultar o saldo pelo site da Caixa ou do próprio FGTS e através de aplicativo para smartphones e tablets (com versão para Android, iOS e Windows). Segundo a Caixa, o site criado para tirar dúvidas www.caixa.gov.br/contasinativas já recebeu mais de 26 milhões de acessos.
Outra opção de atendimento aos trabalhadores é o Serviço de Atendimento ao Cliente, pelo 0800 726 2017. No telesserviço será possível saber se a conta vinculada está apta para recebimento do valor disponível para saque, além de informações sobre os canais de pagamento. Para realizar a consulta do saldo no 0800 ou no site, o trabalhador deve informar seu número de CPF e PIS/PASEP (NIS).
O beneficiário pode ainda consultar seu extrato do FGTS presencialmente no balcão de atendimento de agências da Caixa. Também é possível ir a um posto de atendimento e fazer a consulta utilizando o Cartão Cidadão, desde que tenha em mãos a senha. Em caso de problema com essa senha, o trabalhador precisa comparecer a uma agência da Caixa para regularizá-la.

Como sacar?

Os saques poderão ser feitos nas agências e caixas eletrônicos da Caixa, dependendo, por exemplo, do valor. Além disso, o cliente que não tem conta na Caixa poderá optar por transferir os recursos do FGTS, de qualquer valor, para uma conta corrente ou conta poupança de qualquer outro banco, sem custo.
Sem o Cartão Cidadão: o trabalhador poderá sacar o dinheiro nos caixas eletrônicos da Caixa, sem o Cartão Cidadão, caso o saldo de cada conta inativa seja de até R$ 1.500. Para isso, ele só precisa ter a senha do Cartão Cidadão.
Com o Cartão Cidadão: o limite de saque, no Caixa Eletrônico, é de R$ 3 mil por conta inativa.
Lotéricas e correspondentes Caixa Aqui: os saques podem ser feitos com o Cartão Cidadão para valores de até R$ 3 mil por conta inativa.
Saques acima de R$ 3 mil e até R$ 10 mil: o trabalhador só precisa apresentar, na agência da Caixa, a carteira de identidade para fazer o saque ou a transferência para conta de outro banco, sem custo.
Saques acima de R$ 10 mil: além da identidade, será preciso apresentar a carteira de trabalho ou o termo de rescisão de contrato de trabalho vinculado à conta inativa.
Contas que aparecem ativas: se o trabalhador tem uma conta de FGTS vinculada a um emprego do qual se desligou até 31 de dezembro de 2015, mas que ainda aparece como "ativa", terá que comprovar o fim do vínculo através da carteira de trabalho ou rescisão do contrato de trabalho.
Quem não tiver a carteira de trabalho, informou o presidente da Caixa, terá que providenciar uma cópia do termo de rescisão do contrato de trabalho vinculado à conta inativa, e levá-la no momento do saque.
Fonte: G1
A Heineken anunciou nesta segunda-feira (13) acordo para comprar a Brasil Kirin, dona da Schin controlada pelo grupo japonês Kirin Holdings Company. Com o negócio, a companhia holandesa se tornará a segunda maior empresa de cerveja do Brasil, acirrando ainda mais a concorrência com a Ambev e o Grupo Petrópolis.

A Brasil Kirin foi avaliada em 1,025 bilhão de euros e o valor da transação, segundo a Heineken, será de 664 milhões de euros (cerca de R$ 2,2 bilhões) em pagamento de ações. A operação ainda precisa ser aprovada por órgãos reguladores. A previsão é de que o negócio seja fechado na primeira metade do ano.

Bebidas da Brasil Kirin. (Foto: Reprodução/Brasil Kirin)


O negócio inclui a aquisição das 12 fábricas da Brasil Kirin, além da rede própria de vendas e distribuição.

Em comunicado, a gigante holandesa destacou que a Brasil Kirin teve participação de 9% no mercado de cervejas em 2015, com atuação "particularmente forte no Norte e Nordeste onde a Heikeken possui atualmente uma participação menor".

De acordo com a Heineken, a transação transformará o negócio existente da Heineken em todo o país, ampliando sua presença, aumentando a escala e fortalecendo ainda mais seu portfólio de marcas.

Marcas envolvidas

Após a conclusão do negócio, a companhia holandesa passará a ter uma participação de mercado de quase 19%, segundo a agência Reuters. O mercado de cerveja brasileiro é dominado pela AB InBev, a maior cervejaria do mundo, que tem uma participação de cerca de dois terços.


Além da marca Schin, o porfólio da Brasil Kirin inclui cervejas, refrigerantes, sucos, energéticos e águas de marcas como Devassa, Baden Baden, Eisenbahn, Cintra, Glacial, Água Schin, Fibz, ECCO, Itubaína, Skinka e Viva Schin.

Heineken é a segunda maior cervejaria do Mundo e passa a ser a
segunda maior empresa de cerveja do Brasil (Foto: Reuters)


A Heineken é a segunda maior cervejaria do mundo. Seu portfólio inclui as marcas Heineken, Amstel, Desperados, Sol, Kaiser, Kaiser Radler, Bavaria, Bavaria Premium, Bavaria 0,0% e Família Xingu.

Grupo japonês sai do país após prejuízos

Em comunicado ao mercado, o grupo japonês considerou que os riscos associados com a economia brasileira e a competitiva indústria cervejeira do país limitavam a possibilidade de transformar a Brasil Kirin em um negócio "rentável e sustentável no longo prazo".


Em 2011, a empresa japonesa investiu cerca de 300 bilhões de ienes, o equivalente a R$ 6,3 bilhões na época, na compra da brasileira Schincariol, que foi rebatizada no ano seguinte como Kirin Brasil. O negócio depois perdeu fatia de mercado, ativos e teve os custos elevados.


A subsidiária fechou 2015 com perdas de 114 bilhões de ienes (US$ 1,004 bilhão), o que obrigou a Kirin a vender uma de suas fábricas no estado do Rio de Janeiro para a Anheuser-Busch InBev (ABI). Em 2016, a unidade brasileira teve prejuízo operacional de R$ 284 milhões.


"Olharam o tamanho da oportunidade, mas não olharam o tamanho do problema", afirma Adalberto Viviani, da consultoria especializada em bebidas Concept, citando as dificuldades de logística e distribuição do país e as diferenças regionais. "A Kirin se fortaleceu muito no Nordeste, mas termina por ficar refém da região. Quando se atua muito forte numa região, a concorrência também te atinge com mais facilidade", avalia.

Em setembro de 2016, o grupo japonês começou negociações com sócios potenciais com o objetivo de associar-se para revitalizar as operações da Brasil Kirin.

A ideia então era debater o grau de cooperação em produção, distribuição compartilhada e abastecimento para reduzir custos, depois que a Brasil Kirin caiu para a terceira posição entre os produtores de cerveja do país.

Finalmente, a Heineken se ofereceu para comprar a filial da cervejaria japonesa. Em janeiro, as empresas confirmaram que estavam discutindo um acordo de parceria estratégica ou venda.


Avanço da Heineken no Brasil


Para analistas de mercado, o principal incentivo da Heineken ao expandir-se no Brasil seria tornar-se um rival mais forte no coração da AB InBev (que controla indiretamente a brasileira Ambev) e dar uma resposta ao mercado global após a AB Inbev pagar quase US$ 100 bilhões pela rival SABMiller, criando a líder mundial do setor de cervejas.

"É um esboço de resposta e uma demonstração de que a Heineken tem condições de enfrentar desafios no mercado global, aumentando a sua participação num mercado importante e que é a terra da Ambev", diz Adalberto Viviani, da consultoria especializada em bebidas Concept. "A grande disputa hoje no mercado mundial é qual marca será a Coca-Cola das cervejas".

O Brasil é o terceiro maior mercado em venda de cerveja do mundo, depois de China e Estados Unidos.

Para Viviani, a grande vantagem competitiva da aquisição da Brasil Kirin seria a aquisição de uma capacidade instalada e rede de distribuição significativas, com potencial de aumentar o alcance de suas marcas e reduzir a distância entre produção e ponto de venda.

A aquisição da Kirin levanta dúvida, porém, em relação ao modelo de distribuição e a manutenção do portfólio de bebidas não-alcóolicas, uma vez que a Heineken não atua tradicionalmente neste mercado e utiliza em boa parte do país a mesa rede de distribuição da Coca-Cola.

A Heineken estabeleceu presença no Brasil através da aquisição, em 2010, do negócio de fabricação de cerveja da mexicana Femsa, maior distribuidora de Coca-Cola no país.


Com relação ao posicionamento das diferentes marcas do portfólio, a aposta é que a distribuição de algumas marcas tende a ser ainda mais regionalizada. "A marca Kaiser tem força em Minas Gerais e Paraná, a Schin tem força no Nordeste e marca Amstel é entrante no mercado, e pode ser a grande oportunidade para a Heineken, se houver um apuro na gestão de preços e de canais", avalia Viviani.

Fonte: G1
A onda de violência no Espírito Santo deixou 146 mortos até as 10h desta segunda-feira (13), segundo o Sindicato dos Políciais Civis do Espírito Santo (Sindipol). Desde o início da crise, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp-ES) não divulga números de homicídios.

Mulheres ocupam a frente da sede do Comando Geral da PM e prometem impedir a saída dos policiais. Mas eles continuaram a se apresentar para o trabalho diretamente nas ruas, como fizeram durante o fim de semana.
Há ônibus circulando na Grande Vitória e as aulas foram retomadas nas escolas estaduais. Postos de saúde também reabriram.
Os PMs começaram a retornar às ruas no sábado (11), após um acordo entre representantes da categoria e governo e um chamado do comando geral da PM. No domingo (12), mais de 1.200 policiais voltaram para as ruas. Eles se somam aos cerca de 3 mil integrantes das Forças Armadas e da Força Nacional que atuam no estado em razão da crise. Em um dia normal, o Espírito Santo tem 2 mil policiais nas ruas.
Entenda
As mulheres dos PMs iniciaram os protestos em 4 de fevereiro, para pressionar o governo a conceder reajustes aos policiais e lhes dar melhors condições de trabalho. A partir de então, os PMs deixaram de patrulhar as ruas. As mulheres sempre alegam que são elas que estão no comando da paralisação. Mas, para as  autoridades, essa é uma tentativa de encobrir o que, na verdade, seria um motim dos PMs.
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Espírito Santo vive onda de violência após saída de PMs das ruas (Foto: Editoria de Arte/G1)
As mulheres dizem que os portões só serão reabertos depois que o governador Paulo Hartung receber representantes do movimento para uma reunião, mas ainda não há informações sobre esse encontro. “O quartel só tem a guarnição, que é para guardar o quartel e os presos. O restante, liberamos todo mundo, só vamos abrir esse quartel quando o governador olhar nos nossos olhos”, afirmou uma manifestante.
Uma esposa de militar, identificada apenas como Maria, disse que todos os militares que estavam aquartelados foram liberados, mas as fardas e o armamento ficaram presos no quartel. “Não tem mais policial aquartelado. Quem estava de serviço foi descansar em casa, mas tiramos todo o uniforme deles porque não vamos deixar nossos policiais na rua sem armamento e sem condições psicológicas”, contou.
Outra manifestante, que também preferiu não se identificar, disse que os policiais que saíram dos batalhões de helicóptero foram forçados a voltar à atividade.
“Eles estão sendo obrigados a se apresentar. Estão fazendo uma lavagem cerebral neles. Eu soube que os que saíram do BME desceram de helicóptero na capitania e iam seguir de lancha até o 38º Batalhão de Infantaria, em Vila Velha. E que de madrugada seriam obrigados a saírem com o Exército”, disse.
Ela também disse que os policiais militares que estão fazendo o policiamento nas ruas são, na verdade, oficiais, e não os praças. “Os que estão aguentando são os oficiais, aqueles que normalmente não vão para a rua, mas que estão indo para fazer volume”, falou.
Segundo ela, muitos policiais precisaram dar entrada no Hospital da Polícia Militar (HPM) por estarem muito abalados psicologicamente, e outros até tentaram suicídio.
Fonte: G1
No Peru, Ministério Público pediu a prisão preventiva de
Alejandro Toledo (Foto: Karel Navarro/AP)
Um juiz peruano expediu nesta quinta-feira (9) ordem de prisão, nacional e internacional, do ex-presidente Alejandro Toledo, que governou o país entre 2001 e 2006, por suspeita de envolvimento em cobrança de propina de US$ 20 milhões da construtora brasileira Odebrecht.

O juiz Richard Concepción, titular do Primeiro Juizado de Investigação da Sala Penal Nacional, acolheu o pedido de prisão preventiva solicitado pelo promotor Hamilton Castro, que imputa ao ex-presidente os crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Toledo está fora do Peru. Ele tem residência na Califórnia, Estados Unidos, onde trabalha na Universidade de Stanford. Aparentemente, esteve no último final de semana em Paris, França.

A promotoria pediu, na terça (7), a um tribunal a prisão por 18 meses do ex-presidente Toledo, acusado de receber subornos milionários da Odebrecht.

Toledo responde como cidadão comum, pois sua imunidade parlamentar como ex-presidente venceu cinco anos após ter deixado o cargo.

Apoiada em um testemunho do ex-gerente da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, sua empresa pagou US$ 20 milhões como propina ao governo de Toledo para realizar a construção da estrada interoceânica que liga o Peru ao Brasil.

Nos documentos do Ministério Público divulgados pela imprensa peruana, Barata conta que o intermediário foi o então chefe de segurança de Toledo, o israelense Avraham Dan On.

Ele assegura que o dinheiro foi depositado nas contas do empresário peruano-israelense Josef Maiman, amigo do ex-presidente e que chegou a ser citado na lista da revista Forbes.


Suborno na América Latina


A Odebrecht carrega uma dívida cada vez maior desde que seu envolvimento nos crimes apurados na operação Lava Jato veio à tona. Em dezembro, o grupo brasileiro reconheceu a prática de suborno na América Latina.

A Odebrecht admitiu o pagamento de US$ 29 milhões a funcionários peruanos em troca de contratos para obras no país entre os anos de 2005 e 2014, segundo documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ).


No período, a construtora participou de mais de 40 projetos no Peru, que envolveram cerca de US$ 12 bilhões em gastos públicos durante os governos de presidentes Alejandro Toledo, Alan García e Ollanta Humala.

No relatório de administração da Odebrecht de 2016-2016, a empresa cita entre seus principais negócios obras dos projetos de Irrigação Olmos e Chavimochic, da Central Hidrelétrica Chaglla, da Vía de Evitamiento de Cusco e do Porto Matarani. A empresa também administra concessões de rodovias no Peru.

Depois dos brasileiros, os peruanos compõem a maior parte do quadro de trabalhadores da empresa. Dos 128 mil funcionários da empresa no grupo, cerca de 10 mil são peruanos.

Propina em 12 países


Em acordo de leniência firmado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, derivado das investigações da Lava Jato, a Odebrecht admitiu ter pago em propina US$ 788 milhões entre 2001 e 2016 e a Braskem, US$ 250 milhões entre 2006 e 2014, a funcionários do governo, representantes desses funcionários e partidos políticos do Brasil e de outros 11 países. Para o órgão dos EUA, é o "maior caso de suborno internacional na história".

A construtora brasileira pagou propina para garantir contratos em mais de 100 projetos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela, segundo o Departamento de Justiça dos EUA. Na Colômbia, a empresa admitiu ter pago mais de US$ 11 milhões em propina entre 2009 e 2014.

Fonte: G1
Um jatinho que transportava o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um pouso de emergência no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na noite desta quinta-feira, 9. Ninguém se feriu.

A aeronave Beechcraft Hawker 800 saiu de Brasília e deveria pousar em Congonhas, mas teve um problema no trem de pouso. Um pedaço do pneu sob a asa esquerda caiu no aeroporto de Brasília, durante a decolagem. O piloto percebeu o problema, solicitou prioridade e pousou com sucesso em São Paulo, pouco depois das 22 horas, informou a GRU Airport, empresa que administra o aeroporto.


Aeronave que transportava senador Aécio Neves sai da pista de 
Cumbica durante pouso (Foto: TV Globo/Reprodução)

Por Whatsapp à TV Globo, a assessoria de Aécio informou que o senador estava a bordo da aeronave e não se feriu na aterrissagem. Diz o texto: “O senador Aécio Neves embarcou para São Paulo na noite desta quinta-feira para uma reunião com o ex-presidente FHC. A aeronave de táxi aéreo alugado pelo PSDB precisou fazer pouso de emergência no Aeroporto de Cumbica. Os pilotos e o senador estão bem”.


A Líder Táxi Aéreo, proprietária do avião, emitiu uma nota sobre o incidente. O texto: “A empresa informa que, na última quinta-feira, 09, uma aeronave da frota, proveniente de Brasília, com destino a São Paulo, teve uma indicação de pane no trem de pouso. Seguindo todos os protocolos de segurança previstos para esta ocorrência, a tripulação decidiu aterrissar no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Após o pouso, a aeronave, já em velocidade reduzida, ultrapassou o limite da pista. Na aeronave, estavam dois tripulantes e dois passageiros. Nenhum deles se feriu. As causas do incidente estão sendo apuradas”.

Fonte: G1
O Hospital Sírio-Libanês divulgou boletim médico nesta quinta-feira (2) no qual informa que Dona Marisa Letícia, 66 anos, mulher do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ficou sem fluxo cerebral. A família já autorizou a doação de órgãos, segundo um post publicado na página do Facebook do ex-presidente Lula.

A ex-primeira-dama Marisa Letícia (Foto: Roberto Stuckert 


"A família Lula da Silva agradece todas as manifestações de carinho e solidariedade recebidas nesses últimos 10 dias pela recuperação da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia Lula da Silva. A família autorizou os procedimentos preparativos para a doação dos órgãos", diz o post.



O boletim informa que um doppler transcraniano realizado na manhã desta quinta identificou a ausência de fluxo cerebral (leia boletim médico completo abaixo).

Post no Facebook do ex-presidente Lula sobre o estado de Dona Marisa (Foto: Facebook/Reprodução)


A mulher do ex-presidente Lula foi internada desde o dia 24 de janeiro depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral hemorrágico provocado pelo rompimento de um aneurisma.

Quando foi internada, dona Marisa passou por um procedimento de emergência que durou cerca de duas horas para conter a hemorragia no cérebro. Os médicos fizeram uma arteriografia cerebral para localizar a lesão e depois introduziram um cateter até a região afetada para estancar o sangramento.

Na quarta-feira (25), Marisa Letícia teve de passar por outro procedimento cirúrgico. Desta vez, para a "passagem de um cateter ventricular para monitoração da pressão intracraniana", como informou o hospital. A decisão dos médicos ocorreu após "avaliação tomográfica de crânio para controle de sangramento cerebral.


Na sexta-feira (27), Dona Marisa passou por uma tomografia para verificar se tinha ocorrido melhora na infecção que havia se formado em seu cérebro. Ela foi acomodada em uma cama térmica. Com o auxílio dela, os médicos conseguiram baixar a temperatura do corpo, que normalmente fica perto dos 35°C, para até 25°C. O objetivo era diminuir o metabolismo e, junto com ele, a atividade cerebral, para que o cérebro conseguisse absorver de forma mais rápida o excesso de sangue acumulado na caixa craniana.


Um exame realizado na segunda-feira (30) detectou a presença de trombose venosa profunda nas veias das pernas. Os médicos realizaram a passagem de um filtro de veia cava inferior para prevenir a ocorrência de embolia pulmonar.


Na terça (31), os médicos tiraram a sedação. Na quarta (1º), ela teve uma piora no seu quadro clínico no início da noite e voltou a ser sedada. A pressão intracraniana e a inflamação no cérebro tinham aumentado.


Veja a íntegra da nota divulgada às 10h25 pelo Hospital Sírio-Libanês e assinada pelos médicos Antonio Antonietto, diretor de governança clínica, e Miguel Srougi, diretor-clínico:


"A paciente Marisa Letícia Lula da Silva permanece inalterada na UTI do Hospital Sírio-Libanês. Na manhã de hoje, foi realizado Doppler transcraniano, sendo identificada ausência de fluxo cerebral.


Diante do resultado, com autorização da família, foram iniciados procedimentos para doação de órgãos.


As equipes que a acompanham são:


Coordenação – Professor. Dr. Roberto Kalil Filho


Neurologia Clínica – Professor Dr. Milberto Scaff


Neurocirurgia – Dr. Marcos Stávale


Neurorradiologia – Dr. José Guilherme Pereira Caldas"

Fonte: G1
O empresário Eike Batista prestará depoimento nesta terça-feira (31). Ele será levado da Penitenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste, para a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, no Centro da cidade. A previsão é de que ele deixe o presídio às 13h e preste depoimento às 15h.


O empresário Eike Batista deixou o presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio, por volta das 13h30 desta segunda-feira (30). Com a cabeça raspada e uniforme de detento, ele foi colocado dentro de uma viatura, carregando um travesseiro na mão, rumo ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste.



O empresário, que era considerado foragido e estava em Nova York, foi preso ao desembarcar no Galeão, pela manhã.


Segundo as primeiras informações, após a triagem no Ary Franco, foi decidido que o empresário ficará na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9. O motivo seria a falta de segurança na penitenciária, segundo o Jornal Hoje.

Por não ter nível superior, Eike não pode ir para Bangu 8, mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral e outros presos durante as operações Calicute e Eficiência, desdobramentos da Lava Jato.


Segundo agentes do Serviço de Operação Especiais da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que fizeram o transporte de Eike para Bangu, o Bandeira Stampa é uma cadeia em que não há domínio de facção criminosa. As celas são para até oito presos, que costumam trabalhar dentro das próprias unidades prisionais – por isso, ganharam o apelido de "faxina". Entre os detidos estão milicianos, alguns ex-PMs e outros ex-servidores.

Eike ficou quase duas horas no Ary Franco. Ele foi preso por agentes da Polícia Federal às 10h. O empresário é suspeito dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.


O empresário teve a prisão preventiva decretada depois que dois doleiros disseram que ele pagou propina de US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral, o equivalente a R$ 52 milhões. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, na operação Eficiência.


O advogado dele, Fernando Martins, estava no Ary Franco quando Eike chegou. “A defesa não teve acesso a ele, não conseguimos traçar a linha de defesa, então nós vamos aguardar e conversar com o cliente. Até agora, as medidas jurídicas que estamos adotando são no sentido de preservar a integridade física dele. Não posso acrescentar o que será feito agora. Ontem, ele deu uma entrevista no sentido que ele disse que passaria a limpo, vai prestar os esclarecimentos necessários. A gente vai definir a linha de defesa em conjunto.”, afirmou.


Entrevista no aeroporto
Antes do embarque em Nova York, Eike disse em entrevista ao repórter Felipe Santana e ao cinegrafista Sherman Costa, da TV Globo, que "está à disposição da Justiça" (veja no vídeo acima).


"Acho que o Ministério Público está passando o Brasil a limpo de uma maneira fantástica. Eu digo que o Brasil que está nascendo agora vai ser diferente. Porque vai pedir suas licenças, vai passar pelos procedimentos normais, transparentes, e se você for melhor vai ganhar e acabou a história", declarou. "Estou à disposição da Justiça. Como Brasileiro, estou cumprindo o meu dever. Estou voltando. Essa é minha obrigação (...) Como estou nessa fase me entregando à Justiça, é melhor não falar nada."


No aeroporto, algumas pessoas pedir para tirar fotos com o empresário. Questionado sobre essas atitudes, ele respondeu: "Carinho [de pessoas] que enxergam que eu devo ter feito muita coisa boa no Brasil, né?", disse.


Em seguida, um homem que passa por trás de Eike provoca: "Vai tomar Catuaba Selvagem [bebida barata à base de vinho] lá com o teu colega Cabral [Sérgio, ex-governador do Rio]?". Eike olha, retorna para a entrevista e diz: "Paciência, é assim, né?".


Em seguida, fala sobre a Operação Lava Jato. "Olha, é aquele negócio, se foram cometidos erros, você tem que pagar pelos erros que você fez", diz, antes de responder se considera que errou. "Eu acho que não."

Fonte: G1
O desemprego seguiu em alta no final do ano passado e subiu para 12% no quartro trimestre, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. Esse é o maior índice da série histórica do indicador, iniciada em 2012. No ano de 2016, a taxa média de desocupação ficou em 11,5%.
No trimestre de outubro a dezembro, o Brasil tinha 12,3 milhões de pessoas desocupadas. O número representa um aumento de 2,7% em relação ao trimestre de julho a setembro e de 36% na comparação com o último trimestre de 2015.
Já a população ocupada somou 90,3 milhões de pessoas. Em relação ao trimestre anterior, esse número cresceu 0,5%, mas frente ao quarto trimestre de 2015, caiu 2,1%.
 (Foto: )

Desse total, 34 milhões de pessoas que estavam empregadas no setor privada tinham carteira de trabalho assinada. Do terceiro para o quarto trimestre, não houve alteração no contingente, no entanto, recuou quase 4% na comparação com o final do ano anterior.
Com o aumento do desemprego, a categoria dos trabalhadores por conta própria chegou a 22,1 milhões de pessoas, registrando um aumento de 1,3% em relação ao trimestre de julho a setembro, mas caiu 3,4% diante do quarto trimestre de 2015.
Quanto aos trabalhadores domésticos, não houve aumento nem diminuição da quantidade, estabilizada em 6,1 milhões de pessoas.
O desemprego aumentou, mas o rendimento médio dos trabalhadores não subiu nem caiu em relação ao trimestre anterior e ao quarto de 2015, ficando em R$ 2.043.
Em relação ao trimestre de julho a setembro, a categoria dos empregados no setor privado sem carteira viu seu rendimento cair, em média, 3,7%. Na outra ponta está a dos empregados no setor público, cujos rendimentos cresceram 2,2%.
Frente ao ano anterior, os trabalhadores por conta própria tiveram queda de 3,5% no rendimento. De acordo com o IBGE, as outras atividades não tiveram variação significativa.

Taxa média em 2016

Em 2016, a taxa média de desemprego ficou em 11,5%, depois de atingir 8,5% no ano anterior. O número desempregados subiu de 8,6 milhões, na média de 2015, para 11,8 milhões, em 2016 - uma alta de 37%. Por outro lado, a população ocupada caiu de 92,1 milhões de pessoas para 90,4 milhões. O número de empregados com carteira assinada no setor privado recuou caiu 3,9%, chegando a 34,3 milhões em 2016.
O rendimento médio recuou 2,3%: de R$ 2.076 em 2015 para R$ 2.029, no ano seguinte.
De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentados no final de janeiro, a economia brasileira voltou a fechar um grande número de postos de trabalho com carteira assinada em 2016, ano ainda marcado pela forte recessão que atinge o país. No ano passado, as demissões superaram as contratações em 1,32 milhão de vagas formais.

Fonte: G1