Diego Simeone chegada Atlético de Madrid Milão (Foto: Reprodução / Twitter)Simeone na chegada do Atlético de Madrid 
(Foto: Reprodução / Twitter)
Atlético de Madrid desembarcou no fim da tarde desta quinta-feira em Milão, local da grande decisão da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, no próximo sábado, no estádio San Siro. O voo desde a capital espanhola até a cidade no norte da Itália durou cerca de duas horas. Nas redes sociais, o perfil oficial do Atlético postou que "é sempre uma honra jogar neste país que gosta tanto de futebol".
O clube fez questão de chegar um dia antes do previsto para já dormir nesta quinta no Hotel Meliá Milano, onde o técnico Diego Simeone se hospedou bastante nos tempos em que jogava pelo Inter de Milão. Lá, foram recebidos pelos torcedores colchoneros que se aglomeravam para dar boas-vindas ao time.
O Real Madrid preferiu uma logística diferente e só vai para Milão nesta sexta-feira.
Acidente deixou quatro pessoas da mesma família mortas, segundo polícia (Foto: Renata Chabor/ TV Santa Cruz)Acidente deixou quatro pessoas da mesma família mortas, segundo polícia (Foto: Renata Borges/ TV Santa Cruz)
Um casal e quatro filhos morreram em acidente na BR-367, no trecho de Porto Seguro, região sul da Bahia, na noite de quarta-feira (25). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro em que eles estavam colidiu com um ônibus, que transportava alunos de uma faculdade de Eunápolis, a cerca de 60 km de Porto Seguro. O motorista do ônibus fraturou a perna e foi socorrido para o Hospital Luís Eduardo Magalhães.
Segundo a polícia, José Souza Veloso, de 45 anos, motorista do carro, a mulher dele, Eliane Alves de Souza, de 30, e os filhos de 5, 6, 8 e 10 anos não resistiram aos ferimentos e morreram no local.
O condutor do ônibus foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para o hospital. Os demais ocupantes do coletivo não tiveram ferimentos, conforme a polícia.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) esteve no local para fazer perícia. Segundo a polícia, o motorista do carro perdeu o controle da direção e bateu de frente com o ônibus. Chovia no momento do acidente.
Os corpos das vítimas foram levados para o município de Porto Seguro, onde o sepultamento será realizado.
Família estava em carro que bateu de frente com ônibus (Foto: Renata Chabor/ TV Santa Cruz)

Gravação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, delator da Operação Lava Jato, mostra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), numa conversa no último dia 24 de fevereiro, orientando uma pessoa identificada como Wanderberg, suposto representante de Delcídio do Amaral (sem partido-MS), sobre como fazer a defesa do então senador.
Delcídio teve o mandato cassado no último dia 10 pela unanimidade dos votos dos senadores presentes. Na época em que foi feita a gravação, o processo de Delcidio ainda estava no Conselho de Ética, e Renan não sabia que Delcidio já era delator da Lava Jato.
Renan afirma que é preciso que o presidente do conselho, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), peça diligências para não parecer que a investigação estivesse parada. Ainda sugere que Delcídio faça uma carta mostrando humildade e que já pagou o preço pelo que fez.
RENAN: O que que ele (Delcídio) tem que fazer... Fazer uma carta, submeter a várias pessoas, fazer uma coisa humilde... Que já pagou um preço pelo que fez, foi preso tantos dias... Família pagou... A mulher pagou...
WANDEMBERG: Ele (Delcídio) só vai entregar à comissão, fazer essa carta e vai embora.RENAN: Conselho de ética. Falei agora com o João (João Alberto, presidente do Conselho de Ética). O João, ele fica lá ouvindo os caras... O Conselho de Ética não tem elementos para levar processo adiante. Também é ruim dizer que não vai levar o processo adiante. Então, o Conselho de Ética tem que requerer diligências requisição de peças e enquanto isso não chegar fica lá parado...WANDEMBERG: (João Alberto) vai colocar em votação e vai ter uma derrota antecipada...
Em outra gravação de Sérgio Machado, em 11 de março,  o ex-presidente da Transpetro conversa com Renan.
RENAN: Mau caráter! Mau caráter! E faz tudo que essa força-tarefa (Lava jato) quer.
SÉRGIO MACHADO: É, ele não manda. E ele é mau caráter. E ele quer sair como herói. E tem que se encontrar uma fórmula de dar um chega pra lá nessa negociação ampla pra poder segurar esse pessoal (Lava Jato). Eles estão se achando o dono do mundo.
RENAN: Dono do mundo.
SÉRGIO MACHADO: E o PSDB pensava que não, mas o Aécio agora sabe. O Aécio, Renan, é o cara mais vulnerável do mundo.
RENAN: É...
SÉRGIO MACHADO: O Aécio é vulnerabilíssimo. Vulnerabilíssimo! Há muito tempo.
SÉRGIO MACHADO: Como que você tem cara de pau, Renan, aquele cara Pauderney que agora virou herói. Um cara mais corrupto que aquele não existe, Pauderney Avelino.
RENAN: Pauderney Avelino.
RENAN: Mendocinha.
SÉRGIO MACHADO: Mendocinha, todo mundo pô? Que *** é essa querer ser agora o dono da verdade?
SÉRGIO MACHADO: O Zé (Zé Agripino) é outro que pode ser parceiro, não é possível que ele vá fazer maluquice.
RENAN: O Zé, nós combinamos de botá-lo na roda. Eu disse ao Aécio e ao Serra. Que no próximo encontro que a gente tiver tem que botar o Zé Agripino e o Fernando Bezerra. Eu acho.
SÉRGIO MACHADO: O PSB virou uma oposição radical. O Zé não tem como não entrar na roda.
RENAN: O PSB quer o impeachment, mas o Fernando (Bezerra) é um cara bom.
SÉRGIO MACHADO: Porque também entende disso que a gente está falando.
RENAN: É.
SÉRGIO MACHADO: Porque tem que tomar cuidado porque esse *** desse Noblat [se referindo ao colunista Ricardo Noblat, do jornal "O Globo"] botou que essa coisa de tirar a Dilma é maneira de salvar os corruptos.
RENAN: Tirar a Dilma? Manter a Dilma?
SÉRGIO MACHADO: Tirar a Dilma. Que é um processo de salvação, de salvação.
RENAN: Que é a lógica que ela fez o tempo todo.
SÉRGIO MACHADO: É porque esse processo. Porque Renan vou dizer o seguinte: dos políticos do congresso se "sobrar" cinco que não fez é muito. Governador nenhum. Não tem como, Renan.
RENAN: Não tem como sobreviver.
SÉRGIO MACHADO: Não tinha como sobreviver.
RENAN: Tem não.
SÉRGIO MACHADO: Não tem como sobreviver. Porque não é só, é a eleição e a manutenção toda do processo.
RENAN: É.
RENAN: eu sei. Janot e aquele cara da... Força tarefa...
SÉRGIO MACHADO: Mas o Janot tem certeza que eu sou o caixa de vocês. Então o que ele quer fazer. Não encontrou nada e nem vai encontrar nada. Então quer me desvincular de você. (...) Ele acha que no Moro, o Moro vai me prender, e ai quebra a resistência e aí... Então a gente precisa ver, andei conversando com o presidente Sarney, como a gente encontra uma... Porque se me jogar lá embaixo eu estou ***.
RENAN - Isso não pode acontecer.
Em conversas gravadas, Machado afirmou que não havia provas que ligassem líderes do PMDB ao esquema investigado na Lava Jato. Além de Renan, também foram diivulgadas conversas de Machado com o ex-presidente  e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e com o senador Romero Jucá - que teve que deixar o cargo de ministro do Planejamento depois da divulgação da conversa.
SARNEY: Isso tem me preocupado muito porque eu sou o único que não tive num negócio desse, sou o único que não tive envolvido em nada. Vou me envolver num negócio desse.
SÉRGIO MACHADO: Claro que não, o que acontece é que a gente tem que encontrar, me ajudar a encontrar a solução.
SARNEY: Sem dúvida.
SÉRGIO MACHADO: No que depender de mim, nem se preocupe. Agora, eu preciso, se esse *** me botar preso 1 ano, 2 anos, onde é que vai parar?
SARNEY: Isso não vai acontecer. Nós não vamos deixar isso.

Sérgio Machado é apontado por investigadores da Lava Jato como o caixa da cúpula do PMDB. Em troca de uma possível redução de penas na Lava Jato, ele comecou a gravar conversas com Renan Calheiros e com líderes do partido que levaram à assinatura do acordo de delação, validado nesta quarta-feira (25) pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Machado ficou na presidência da Transpetro, estatal responsável por processar gás natural e transportar combustível, por 12 anos. Ele chegou ao cargo em 2003, no governo Lula, por indicação política de Renan.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (26), a assessoria de Renan Calheiros afirma que o presidente do Senado acelerou o processo de cassação de Delcídio e que o processo do ex-petista não ficou parado no Conselho de Ética.
"O senador [Renan Calheiros] lembra que acelerou o processo de cassação no plenário às vésperas da votação do impeachment. O desfecho do processo de cassação é conhecido, foi público e a agilização do processo foi destaque em vários jornais. Na fase do Conselho de Ética opinou com um amigo do ex-senador, mas disse que o processo não podia ficar parado, como não ficou", diz o texto da nota.
Procurador-geral e outros políticos
Eles criticam o procurador-geral da república, Rodrigo Janot. Falam em "fórmula de dar um chega pra lá nessa negociação ampla, para poder segurar esse pessoal", dando a entender de que tratavam dos investigadores da Lava Jato. Os dois fazem críticas a vários políticos no diálogo.
Citam o senador Aécio Neves, presidente do PSDB; o deputado Pauderney Avelino (AM), líder do DEM; "Mendoncinha", como é chamado o agora ministro da Educação, deputado Mendonça Filho (DEM-PE); senador José Agripino (RN), presidente do DEM; senador Fernando Bezerra (PSB-PE); senador José Serra, do PSDB, atual ministro das Relações Exteriores, e a agora presidente afastada Dilma Rousseff.
SÉRGIO MACHADO: Agora esse Janot, Renan, é o maior mau caráter da face da terra.
Em uma gravação, Machado ainda acusa Janot de trabalhar para que ele seja julgado pelo juiz Sérgio Moro - ao que Renan responde que isso não poderia acontecer.
SÉRGIO MACHADO: O que eu quero conversar contigo... Ele não tem nada de você, nem de mim... O janot é um **** da maior, da maior.
Conversas com Sarney e Jucá
Em uma das conversas entre Machado e Sarney, o ex-presidente da Transpetro pediu ajuda para evitar que novas delações surgissem na Operação Lava Jato ou que o juiz Sérgio Moro o pressionasse a falar. No dia 10 de março, Sarney afirmou que ajudaria Machado a não ser preso.
Fonte: G1
Dois ônibus foram incendiados, nos últimos dois dias, em Caucaia, 15 km de Fortaleza. O primeiro ataque foi registrado na noite de domingo, 27, e o segundo na noite da última segunda-feira, 28, quando três suspeitos de atear fogo no coletivo foram capturados. O trio foi levado à Delegacia Metropolitana da cidade. 

Segundo informações da 1ª Cia. do 2º Batalhão de Polícia Comunitária, homens armados subiram no primeiro coletivo, no Centro, anunciaram o assalto e atearam fogo no veículo. “Houve perseguição, mas eles [suspeitos] escaparam e abandonaram um Corsa na fuga. Ninguém ficou ferido porque o motorista e o cobrdor conseguiram ajuda para controlar as chamas e evitar um incêndio maior”, informou o sargento identificado apenas como Anastácio.

Dentro do veículo foram localizados celulares roubados dos passageiros do ônibus, ainda conforme a Polícia Comunitária. Na noite de segunda-feira, 28, um homem e dois adolescentes anunciaram um assalto no segundo coletivo, na avenida Dom Almeida Lustosa, no bairro Jurema. 

O sargento Carlos Rodrigues, do Comando Tático Motorizado (Cotam), informou que a ação foi registrada às 21h30min, quando o trio armado subiu no ônibus, despejou gasolina no veículo e fugiu em um Fox prata roubado. Os dois adolescentes de 17 anos e o jovem de 18 anos, identificado como Douglas de Sousa, foram interceptados pelo Cotam.

“O Fox havia sido roubado de um mulher e antes deles subirem no ônibus já haviam assaltado dois rapazes, levando relógio e celulares. Ainda aprendemos pistola, por isso eles devem também responder pelos crimes de assalto, porte ilegal de arma de uso restrito e receptação”, detalhou Rodrigues.
A Polícia Civil investiga possível relação entre os dois ataques, mas ainda não tem informações sobre os suspeitos da primeira ação. 
Fonte: O Povo
Um ministro se declara “suspeito” quando, por alguma questão subjetiva, considera que pode ter a imparcialidade questionada para decidir sobre o caso. No caso do pedido da defesa de Lula, Fachin afirmou na decisão ser amigo íntimo de "um dos ilustres patronos subscritores da medida".

Além dos advogados de defesa de Lula, também assinam o documento os juristas Celso Antônio Bandeira de Mello, Weida Zancaner, Fabio Konder Comparato, Pedro Serrano, Rafael Valim e Juarez Cirino dos Santos.

"Declaro-me suspeito com base no art. 145, I, segunda parte, do Código de Processo Civil [CPP], c.c. o art. 3º do Código de Processo Penal, em relação a um dos ilustres patronos subscritores da medida", afirmou Fachin na decisão. O inciso I do artigo 145 do CPP afirma que há suspeição do juiz caso ele seja "amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados".

Ao se declarar suspeito para julgar, Fachin repassou o caso para o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que deverá agora encaminhar a ação, por sorteio, para outro ministro.

Na última sexta-feira (18), Gilmar suspendeu a posse de Lula sob o argumento de que o ex-presidente foi nomeado ministro para ter foro privilegiado garantido e, assim, tirar as investigações sobre ele das mãos do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. Moro é o responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.
Com a posse no ministério, Lula seria investigado exclusivamente pelo STF. Na mesma decisão, Gilmar Mendes determinou que a investigação do ex-presidente seja mantida com a Justiça Federal do Paraná.
Argumentos
O argumento da defesa de Lula e dos juristas que subscreveram o habeas corpus é que Gilmar Mendes impôs “constrangimento” ao ex-presidente porque foi além do que pediram as ações judiciais, que queriam suspender a nomeação, ao determinar o retorno do processo para Moro.
No habeas corpus, a defesa pede expressamente a anulação do trecho da decisão de Gilmar Mendes que devolveu o processo ao juiz federal paranaense.

Fonte:G1
A polícia apreendeu na manhã desta segunda-feira (21) um segundo adolescente, de 16 anos, suspeito de participar do assassinato do juiz Edvalson Florêncio Marques Batista, durante uma tentativa de assalto na Praça  Pedro Felipe Borges, no Bairro Cocó, em Fortaleza, no fim da tarde do dia 8 de março. De acordo com a Polícia Civil, o jovem confessou a participação no latrocínio contra o juiz, que é roubo seguido de morte.


Outro adolescente, de 17 anos, foi aprrendido na noite do dia do crime. Segundo a polícia, o jovem estava em sua própria casa, na comunidade do Pau Finim, no Bairro Papicu. O adolescente já tinha passagens pela polícia. Outro adolescente, já identifiocado, ainda permanece solto.
O adolescente foi apreendido, com outras três pessoas - dois adolescente e um homem - depois de roubar um veículo no Bairro Papicu. Houve perseguição policial e na tentativa de fuga e os suspeitos seguiam na contramão por algumas ruas. No cruzamento das Ruas Almeida Prado com Joaquim Lima, o veículo colidiu e o grupo foi preso por policiais do 12º distrito Policial, do Bairro Cidade 2000.

O presidente da Fiec, Beto Studart, adiantou que a classe industrial está articulando ações visando ao recuo de Lula ao convite para o ministério, além da queda da presidente Dilma Rousseff ( FOTO: JL ROSA )
Após o anúncio de que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva havia aceitado o cargo de ministro da Casa Civil, nesta quarta-feira, empresários cearenses e presidentes de sindicatos ligados à indústria se reuniram na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), onde fizeram uma manifestação pública de insatisfação com a nomeação. Ao afirmar estar em contato com as demais federações industriais do País, o presidente da Fiec, Beto Studart, adiantou que a classe industrial está articulando ações visando ao recuo de Lula ao convite para o ministério, além da queda da presidente Dilma Rousseff.
"Estamos articulando um pensamento que poderá desaguar numa paralisação nacional. Eu poderia dizer, por exemplo, que a gente poderia fazer um boicote nacional para não pagar impostos por 30 dias, porque o dinheiro está alimentando essa corrupção e o desmando que o poder promove", lançou Studart, acrescentando que essas ações poderão envolver outros segmentos da sociedade. "Não será essa semana porque ainda não há organização para isso. Mas os médicos já nos procuraram, outras atividades já nos procuraram, e isso é muito perigoso para o Brasil", alerta.
Além de prejudicar a economia internamente, a instabilidade política do País tem afastado os investidores do exterior, aponta Studart. "Estamos perdendo nosso investidores internacionais, que poderiam estar nos ajudando nessa nova fisionomia da infraestrutura nacional. Estamos vivendo uma situação extremamente vexatória e estamos todos preocupados", argumenta.
Impactos no Estado
O Ceará, na visão do presidente da Fiec, sofre da mesma forma que o restante do País com o desaquecimento da economia causado, principalmente, pela crise política.
"Estamos vivendo um momento de turbulência nos nossos indicadores, isso demonstra que estamos em situação vulnerável", demonstra.
Apesar de discursar contra Dilma Rousseff, apoiado pelos presidentes dos sindicatos que apoiam a saída do PT do governo federal, Studart foi incisivo em elogiar o governador Camilo Santana, que pertence ao mesmo partido de Dilma. "Somos representados por um governador digno, do diálogo, que representa as coisas sérias, que tem secretários maravilhosos junto com a indústria, mas a gente não consegue, estamos ficando para trás", lamenta.
Sobre a possibilidade Lula, enquanto ministro da Casa Civil, usar as reservas cambiais do País para resolver o déficit público, Studart considera arriscado. "É uma rota que nenhum economista aprova, esse superávit serve para mostrar para o mercado internacional que temos capacidade de pagamento. Agora, se você queima para pagar déficit público, perde", opina.
Mudanças políticas
Presente na reunião, o presidente da Itaueira, Carlos Prado, avaliou que a incerteza do futuro político afeta a economia do País. "Não sabemos o que vai ocorrer, sabemos que vão ser mudanças que contrariam a boa teoria econômica, mudanças no Banco Central, na condução econômica, tudo isso cria um descrédito geral no País", disse.
Já o presidente do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem do Ceará (Sinditêxtil-CE), Germano Maia, evidenciou a urgência das mudanças políticas. "Tem que ter mudança política, em curtíssimo prazo, pra que tenha impacto econômico, não pode ficar nesse descaso", disse.
O que eles pensam
Sindicatos mostram apreensão
"O nosso segmento (indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico do Ceará) tem percebido que pelo menos por enquanto não existem perspectivas de melhora. Os empresários estão muito preocupados, e agora nós ficamos indignados com essa posição que o governo tomou de nomear o Lula (para o ministério da Casa Civil), que é um homem que está sendo investigado".
Ricard Pereira
Diretor financeiro do Simec
"Nós estamos participando do processo que envolve toda a cadeia produtiva do setor de energia. Era um segmento que, até agora, estava evoluindo. E os grandes investidores estão apreensivos diante do caos que está acontecendo hoje no Brasil. Isso é muito preocupante e eu como representante transmito: é lamentável o que está acontecendo. Queremos um Brasil melhor, que cresça. Um Brasil honesto".
Elias de Sousa
Presidente do Sindienergia
"Especificamente para a indústria cearense de panificação, duas coisas graves devem acontecer com a continuidade do governo, com certeza. Primeiro, a elevação da inflação. E segundo: essa flutuação do câmbio. Na medida que os investidores estão se afastando, o dólar vai subir. Como a nossa matéria prima principal, que é a farinha de trigo, é toda importada sofreremos consequência drástica".
Lauro Martins
Presidente do Sindipan
Fonte: Diário do Nordeste
Pouco mais de cinco anos após deixar o Palácio do Planalto e passar a faixa à presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornará nesta quinta-feira (17) ao palácio para a cerimônia de posse como novo ministro-chefe da Casa Civil.
A posse nesta quinta-feira ocorre um dia após o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, retirar o sigilo sobre ligações do ex-presidente Lula interceptadas com autorização judicial.
Em um desses telefonemas, Lula recebeu uma ligação da presidente Dilma na qual ela disse que enviará a ele o termo de posse para que ele só usasse “em caso de necessidade”. A divulgação de grampos telefônicos provocou protestos em 19 estados e no DF na noite desta quarta-feira (16). Para a oposição, o diálogo derruba a versão da presidente Dilma de que Lula iria para o ministério com o objetivo de fortalecer o governo e ajudar na recomposição da base de apoio do Palácio do Planalto no Congresso. No entendimento de líderes oposicionistas, fica claro que Lula aceitou a nomeação a fim de ter foro privilegiado e passar a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e não mais por Sérgio Moro.
Os advogados do ex-presidente classificaram a divulgação da conversa de “arbitrariedade”. O governo, por meio de nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social, disse que o juiz violou a lei, além de fazer algo considerado pelo Planalto uma "afronta" aos direitos e garantias da Presidência da República e uma "flagrante violação da lei e da Constituição da República".
Ao lado de Lula, também assumirão os novos ministros da Justiça, Eugênio Aragão, e da Aviação Civil, Mauro Lopes. Deslocado da Casa Civil para dar o cargo a Lula, Jaques Wagner passará a comandar, a partir desta terça, o novo ministério do Gabinete Pessoal do Presidente da República.
O anúncio
O anúncio de que Lula assumiria a Casa Civil ocorreu nesta quarta (16), por meio de um comunicado oficial divulgado pela Secretaria de Comunicação Social. Ao longo desta quarta e da última terça (15), Lula se reuniu com Dilma e ministros próximos aos dois, como Jaques Wagner e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), para discutir a decisão.
Lula vinha sofrendo pressão por parte de aliados para que assumisse um cargo no governo. Interlocutores dele e do governo avaliavam que, com o andamento das investigações da operação Lava Jato, ele passaria a ter o chamado foro privilegiado, podendo ser investigado e julgado somente pelo Supremo Tribunal Federal.
Além disso, a avaliação de aliados era que, como ministro, Lula poderia atuar como um articulador político do Planalto, ajudando na interlocução com o Congresso Nacional, movimentos sociais e partidos, e na elaboração de propostas para o país superar a crise econômica. Essas pressões sobre ele se intensificaram nas últimas semanas, após a Polícia Federal deflagrar a 24ª fase da Operação Lava Jato, da qual Lula foi o alvo principal.
No último dia 4, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente, na sede do Instituo Lula e levou o petista a prestar depoimento.
Além disso, o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva de Lula por suspeita de que ele omitiu às autoridades ser o proprietário de um sítio em Atibaia (SP) e de um apartamento triplex em Guarujá (SP), o que a defesa também nega.
'Poderes necessários'
Após a confirmação oficial de que Lula assumiria a Casa Civil, a presidente Dilma convocou a imprensa para uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Perguntada sobre se ele teria “superpoderes” como ministro, Dilma afirmou que ele terá os poderes “necessários” para ajudar o governo.
Dilma também refutou a tese de que convidou Lula para o governo para ele se “esconder” do juiz Sérgio Moro e, ao falar sobre o atual cenário econômico, disse que o novo chefe da Casa Civil tem “compromisso” com a estabilidade fiscal, a retomada do crescimento e o controle da inflação.
Confira um resumo de quarta-feira (16):
MANHÃ:
- Lula aceitou o convite de Dilma para ser o novo ministro-chefe da Casa Civil, no lugar de Jaques Wagner, que será deslocado para chefia de gabinete da presidente, com status de ministro.
TARDE:
- Por volta das 13h45, Lula é anunciado oficialmente, por meio de uma nota.
- Logo depois, a oposição anuncia que entrará na Justiça contra a nomeação.
- Dilma dá entrevista e diz que Lula terá os "poderes necessários" para ajudar o Brasil.
NOITE:
- Moro derruba sigilo e divulga grampo de ligação entre Lula e Dilma.
- Planalto diz que Moro violou a lei ao divulgar telefonema.
- Há manifestações e panelaços em diversas cidades.
- Planalto divulga termo de posse só com a assinatura de Lula. Com a divulgação, busca demonstrar que ex-presidente não poderia se beneficiar do documento porque o papel ainda não continha a assinatura de Dilma - e, portanto, não teria validade jurídica para comprovar que ele já dispõe do foro privilegiado.
Fonte: G1
Uma operação das polícias militar e civil apreenderam na noite desta terça-feira (8) um dos três adolescentes suspeitos de assassinar um juiz de direito aposentado na tarde de terça-feira na Praça Pedro Felipe Borges, localizado na Rua Bento Albuquerque, no Bairro Cocó, em Fortaleza.
Segundo a polícia, o adolescente de 17 anos, foi apreendido em sua própria residência, na comunidade do Pau Finim, no Bairro Papicu. O adolescente já tinha passagens pela polícia. A polícia disse também que os outros dois já foram identificados e continuam as buscas.
Um juiz aposentado Edvalson Florêncio Marques Batista, 77 anos, foi assassinado durante um assalto enquanto caminhava na praça na Rua Bento Albuquerque. O tiro atingiu a perna e a artéria femoral do juiz. O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) realizou atendimento no local, mas Edvalson não resistiu e morreu.
Edvalson era juiz aposentado e ingressou na magistratura em 1987 como juiz substituto da comarca de Mulungu, no interior do Ceará. Ele se aposentou em janeiro de 2000, como titular da 2ª Vara de Execuções Penais da Comarca de Fortaleza.
Magistrados lamentam o crime
A Associação Cearense de Magistrados (ACM) manifestou em nota profundo pesar pela morte do juiz aposentado Edvalson Florêncio Marques Batista'. A entidade disse também que se solidariza com a família e amigos do associado nesse momento de tanta dor e perplexidade.
A associação informou que é intolerável a perda da vida do magistrado que, uma vez aposentado de suas atividades judicantes, simplesmente exercia sua condição de cidadão, como todo cearense, fazendo caminhada numa praça - ambiente público onde deveria haver espaço somente para atividades focadas no bem-estar e no convívio pacífico e harmonioso entre as famílias.
''A ACM exige que esse hediondo crime seja rapidamente investigado, com a identificação dos autores do delito para a devida punição, em conformidade com a legislação brasileira, de modo a inibir ações do tipo'', diz a nota.
Fonte: G1

Mulher do humorista Shaolin posta informação sobre a morte do marido (Foto: Reprodução/Facebook)

O ator e comediante Josenilton Veloso, o Shaolin, morreu aos 44 anos nesta quinta-feira (14) após uma parada cardiorrespiratória, em uma clínica particular de Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Shaolin recebia cuidados médicos em casa desde 2011, após sofrer um acidente.
A informação foi publicada no Facebook de Laudiceia Veloso, viúva do artista.

"#‎LUTO‬ Depois de 1821 dias, nosso guerreiro terminou sua batalha. É com muita tristeza que divido a nossa dor com todos vocês. Shaolin apresentou um quadro febril nesta terça e que, infelizmente evoluiu para uma infecção, precisando de internação imediata. Recebemos a notícia do hospital, neste momento, que ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. As informações sobre velório e local de sepultamento, divulgarei mais tarde. Obrigada a todos pelas orações e pela força!", informou a viúva pela rede social.

Familiares do artista confirmaram ao G1 que o velório e o enterro vão acontecer no cemitério Campo Santo Parque da Paz, na avenida Assis Chateaubriand, número 5.460, no bairro Velame, em Campina Grande. O velório fica aberto ao público das 11h (horário local) até as 15h, quando a cerimônia será reservada à família. O enterro está marcado para às 17h.
Shaolin sofreu um acidente no dia 18 de janeiro de 2011 na rodovia federal BR-230, em Campina Grande. No mesmo dia, Shaolin foi socorrido e internado no Hospital de Emergência e Trauma da cidade. Pouco tempo depois, foi transferido para o Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde foi submetido a cirurgias e ficou internado por cerca de cinco meses.
Fonte: G1
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (7), em um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, que o país vai ter que "encarar" uma reforma da Previdência Social.Sem detalhar as medidas que pretende propor para modificar o sistema previdenciário, Dilma sinalizou que pode sugerir o estabelecimento de uma idade mínima para aposentadoria.
A presidente destacou aos jornalistas que há várias maneiras de se promover uma reforma previdênciária, entre as quais a fixação da idade mínima para aposentadoria e também a definição de novas regras que consideram idade e tempo de contribuição.Segundo ela, atualmente, os brasileiros estão envelhecendo mais e, por esse motivo, "não é possível" que a idade média de aposentadoria no país seja de 55 anos.Ela observou que, nos últimos anos, a expectativa de vida da população brasileira aumentou em torno de 4,6 anos. Dilma ponderou que, nesse ritmo, no futuro não haverá trabalhadores em número suficiente para sustentar a Previdência Social.O Brasil é um dos poucos países do mundo que não exigem uma idade mínima para a aposentadoria. De acordo com a presidente, todos os países desenvolvidos buscaram nas últimas décadas aumentar a idade mínima.
"Nós estamos envelhecendo mais e morrendo menos. Nossa expectativa de vida nos últimos anos aumentou talvez de forma bastante significativa, em torno de 4,6 anos. Isso implica que é muito difícil você equacionar um problema. Não é possivel que a idade média de aposentadoria no Brasil seja de 55 anos. Para as mulheres, um pouco menos", declarou.
"O Brasil vai ter de encarar a questão da Previdência. Você tem várias formas de encarar a questão da Previdência. Os países desenvolvidos – e não falo os emergentes, os grandes emergentes – não têm assim uma política clara de aposentadoria comparável com a nossa, mas todos buscaram aumentar a idade de acesso, a idade mínima para acessar a aposentadoria. Tem esse caminho", acrescentou.Atualmente, a norma em vigor para aposentadoria no Brasil, sancionada por Dilma em novembro de 2015, varia progressivamente de acordo com a expectativa de vida da população.A chamada regra 85/95 progressiva definiu uma pontuação mínima para homens e mulheres, a cada dois anos, para receber 100% do benefício de aposentadoria.Nesta quinta, Dilma também mencionou a possibilidade de o país estabelecer uma nova regra que misture idade com tempo de contribuição, a exemplo do 85/95 progressivo.
"Tem um outro caminho também, que é o 85/95 móvel, progressivo, que resultará na mesma convergência", afirmou.
Internamente, integrantes do governo avaliam a reforma da Previdência Social como uma medida urgente para sanear as contas públicas. No entanto, a proposta sofre resistência tanto do PT quanto das centrais sindicais, um dos principais segmentos de apoio ao governo Dilma.Prevendo as dificuldades que enfrentará para promover mudanças na Previdência Social, a presidente advertiu que eventuais mudanças nas regras de aposentadoria não irão retirar direitos adquiridos."Não se pode achar que isso [reforma da previdência] vai afetar os direitos adquiridos. As coisas afetam daqui para frente. E há outro problema: o tempo de transição. Ninguém faz uma reforma dessas sem considerar o período de transição, levando em conta os direitos adquiridos", destacou a presidente.A presidente prometeu ainda que as alterações previdenciárias serão debatidas antecipadamente com a sociedade.Segundo ela, o governo pretende discutir o assunto com um fórum que irá contar com representantes de trabalhadores, empresários, parlamentares e integrantes do Executivo federal.
Erros do governo
Em outro trecho do café da manhã desta quinta, a presidente Dilma foi questionada pelos jornalistas sobre "erros" que o governo cometeu na economia.Segundo ela, o "maior erro" foi o Planalto não ter percebido "o tamanho da desaceleração econômica". Ela disse que um fator que agravou a crise na economia brasileira foi a seca enfrentada pelo país no ano passado, a pior da História, segundo ela.
"Acho que o maior erro do governo, ainda em 2014, foi nós não percebermos o tamanho da desaceleração que ocorreria com efeitos externos e internos, com a crise de países com os quais nos relacionamos, e a queda brutal do preço de commodities. Ligado a isso, enfrentamos a pior seca, que é esta."
"Esses são alguns dos erros, mas podem ter tido outros. Qualquer atividade humana é passível de erros, e, no governo não pode ter erros, principalmente na gestão", completou Dilma.
Reequilíbrio fiscal  e inflação
A presidente também disse que governo vai buscar o reequilíbrio fiscal para conter a inflação, que ultrapassou o teto da meta, de 6,5%, em 2015. Ela disse que o objetivo do governo é que a inflação volte, "o mais rápido possível", para o centro da meta, de 4,5%."O reequilíbrio fiscal é fundamental para a redução da inflação.Temos que reduzi-la. Nosso objetivo é que volte o mais rápido possível para o centro da meta e o mecanismo é o reequilíbrio fiscal. Também para perseguir o superavit de 0,5%, porque garantindo isso, terá condições para que a inflação se reequilibre e volte para o centro da meta", afirmou Dilma. 
"O BC [Banco Central] dá horizonte de 2017 e nós queremos nos aproximar da inflação de cima da meta ainda este ano. Temos de ter expectativa de que 2016 será um ano melhor", continuou a presidente.
Ela afirmou também que o governo vai buscar o diálogo para aprovar nos próximos meses medidas que, segundo ela, vão ajudar na recuperação da economia.Entre essas medidas, a presidente listou a volta da CPMF, e a aprovação da DRU (Desvincuação de Receitas da União)."Um dos pontos é aprovar a CPMF. É visível que estados e municípios precisam desse recurso. Asseguro que uma parte resolve. A cpmf não é só para o reequilíbrio fiscal, mas uma questão de saúde pública."
A presidente também defendeu a aprovação no Congresso Nacional de projetos que, segundo ela, permitirão a implantação de uma política de exportações "agressiva" e focada na abertura de relações comerciais com outros países
Ainda no tema economia, Dilma repetiu o ministro Jaques Wagner ao afirmar que não há "coelho na cartola" para tratar a situação que o país atravessa. Ela voltou a apontar, entre as causas para a crise, a queda no preço de commodities.
"Acho que não tem coelho na cartola na economia, porque a instabilidade macroeconômica tem a ver com duas grandes ações: estabilidade macroeconômica e a arrecadação, que sofreu profundamente com o fato de queda do superciclo das commodities. Tudo isso, de forma acentuada, provocou a queda de receita", continuou a presidente.
Juros
Apesar de ter falado abertamente sobre inflação, reforma da Previdência Social e CPMF, Dilma evitou tecer comentários sobre o atual patamar de juros do país. A política de juros brasileira é gerida pelo Banco Central, que tem autonomia para aumentar ou reduzir os juros.
"Há muito tempo, não me manifesto sobre juros. Não analiso, não falo ou teço comentários. É uma área muito delicada para dar palpite", disse a presidente aos jornalistas.
Investigações em 2016
No encontro com jornalistas, a presidente também abordou as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Para ela, é preciso manter o direito de defesa das pessoas e acabar com a "espetacularização" das apurações.
Sem citar um caso específico, a presidente disse que destruir empresas não é uma ação "adequada" no combate à corrupção.
Ela disse ainda ter "medo" de vazamentos sobre as informações obtidas por investigadores e afirmou que não se pode ter "dois pesos e duas medidas" no país.
"Como presidenta, reconheço a importância das investigações e, em médio ou longo prazos, teremos relação mais correta com a coisa pública. A impunidade começou, de fato, a ser ameaçada", declarou.
Embora não tenha falado diretamente do processo de impeachment que enfrenta na Câmara dos Deputados,  Dilma disse teve a vida virada "aos avessos".
"Tenho certeza que devo ter sido virada dos avessos e tenho clareza que podem continuar me virando dos avessos. Sob minha conduta não paira embaçamento algum", afirmou.
Relação com Temer
Dilma também falou rapidamente sobre a relação com o vice-presidente Michel Temer. A relação entre eles vive o momento de maior desgaste desde que os dois assumiram o Palácio do Planalto, em janeiro de 2011.
No mês passado, Michel Temer enviou a ela uma carta na qual apontou suposta desconfiança dela em relação a ele. O conteúdo da mensagem gerou intensa repercussão política em Brasília e o resultado dela foi um anúncio, por parte dos dois, de que a relação entre eles será "institucional" de agora em diante.
Perguntada sobre como está a relação, Dilma disse que está "ótima". Indagada, então, sobre se acha que Temer trabalhou para ocupar a Presidência no lugar dela, Dilma respondeu: "Não acho".
Após o café, a presidente seguiu para Porto Alegre para visitar a filha, Paula, e o neto Guilherme, que nasceu nesta manhã. O bebê é o segundo neto da presidente.
Fonte: Globo
Morreu na manhã desta terça-feira (20) em Fortaleza, aos 80 anos, o diretor de programação do Sistema Verdes Mares (SVM), jornalista Edilmar Norões. Dentro do SVM, começou a trabalhar há 58 anos na Rádio Verdes Mares. Estava na TV Verdes Mares desde a fundação em  janeiro de 1970. Era casado com Lucila Studart Norões e tinha seis filhos, sete netos e dois bisnetos.

Edilmar Norões foi presidente da Associação Cearense das Emissoras de Rádio e Televisão.

O velório ocorrerá na Funerária Ethernus a partir da tarde desta terça-feira (20). O sepultamento será na quarta-feira (21) no Cemitério Parque da Paz em Fortaleza a partir das 10 horas da manhã.

Morreu no Rio, na manhã desta terça-feira (20), a atriz Yoná Magalhães, de 80 anos. Ela estava internada, desde o dia 18 de setembro, na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio. A atriz foi iternada devido a um quadro de insuficiência cardíaca. Após uma cirurgia, ela foi para a UTI, onde permaneceu até esta terça.
Atriz de"Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1964), Yoná Magalhães entrou para a vida artística para ajudar a família quando o pai ficou desempregado. “Eu tinha que ajudar de alguma maneira, não sabia muito como, queria continuar os meus estudos. Gostava de brincar de teatro, essas coisas que todo mundo faz. Então eu digo: ‘Quem sabe não é por aí, né?’ Fui fazendo pequenas pontas, pequenos papéis, isso em meados da década de 1950, até que consegui um contrato com a Rádio Tupi”.
Yoná Magalhães Gonçalves nasceu no dia 7 de agosto de 1935, no bairro do Lins, no Subúrbio do Rio de Janeiro. Depois de passar pela rádio, ela estrelou sua primeira telenovela, convidada por Antônio Leite.
Yoná deu entrada na São José, no Humaitá, com um quadro de insuficiência cardíaca. (Foto: Henrique Almeida / G1)Yoná deu entrada na São José, no Humaitá, com um quadro de insuficiência cardíaca. (Foto: Henrique Almeida / G1)

Em seguida, participou de novelas e do Grande Teatro da TV Tupi e excursionou pelo Brasil com as peças "O Amor é Rosa Bombom e Society em Baby-Doll", em 1962, com a companhia de André Villon e Ciro Costa.
Fonte: G1




Um radialista foi morto enquanto apresentava seu programa ao vivo, no município de Camocim, distante 271,46 km de Fortaleza. Segundo a Polícia, dois homens chegaram de moto na emissora, renderam a recepcionista e efetuaram três disparos contra Glaydson Carvalho, sendo dois no peito um contra a cabeça do locutor.
Os dois homens chegaram em uma moto de cor branca. A dupla, com um papel em mãos, informou na recepção que queria anunciar. A recepcionista logo foi rendida e eles anunciaram um assalto. Os criminosos mexeram na bolsa da vítima e recolheram o valor de R$300. Um deles entrou no estúdio, mandou o operador de áudio se enconder de baixo da mesa e efetuou os disparos contra o radialista.
Após o crime, os homens seguiram em fuga pela Rua Antonio Zeferino Veras. Em seguida, a recepcionista entrou no estúdio e encontrou o corpo de Gleydson. Ela ligou para o marido que se deslocou até a rádio e acionou a Polícia. 
De acordo com informações do major Artunane Aguiar, responsável pela 3ª Companhia do 3º Batalhão da Polícia Militar, o comunicador estava recebendo ameaças de morte pelo Facebook.O radialista era proprietário da Rádio Liberdade 90,3, ele apresentava o programa diariamente no horário de 12:00h às 14:00h. com assuntos variados. A Polícia trabalha com a suspeita do crime ter motivações políticas. No perfil do locutor, ouvintes e moradores da região lametam a morte do comunicador. Ele era conhecido no município por "O Amigão".
Equipes de Força Tática de Apoio (FTA) e do Comando Tático Rural (Cotar) estão nas estradas, de entrada e saída, da cidade verificando cada veículo e moto.
Fonte: DN
A Polícia Civil do Estado do Ceará apreendeu durante a realização de uma operação de combate ao tráfico de anabolizantes 12 mil comprimidos. De acordo com a Polícia, um homem foi preso no bairro Papicu.
Segundo a Polícia, a carga foi a maior apreendida este ano no Ceará. Dentre os medicamentos apreendidos foram encontrados comprimidos com substâncias de inibição de apetite com venda restrita, além de substâncias anabolizantes
A Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) irá apresenta o material apreendido e a identificação do suspeito preso na tarde desta terça-feira (19), na sede do órgão. 
Operação Esteroides
No final do mês de abril, a Polícia Federal realizou a "operação esteroides" em parceria com Receita Federal, Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará (Sefaz) e Vigilância Sanitáriade Fortaleza. A Operação teve como objetivo combater o comércio ilegal de medicamentos, substâncias anabolizantes e suplementos alimentares.
Foram expedidos pela Justiça Federal 18 mandados de busca e apreensão. Destes, cinco foram cumpridos em estabelecimentos comerciais e dez em residências localizadas em Fortaleza. Os demais foram cumpridos em Recife. Conforme a PF, o material era oriundo doParaguai e dos Estados Unidos. Ao chegar ao Ceará, era ainda recambiado ao Recife, capital de Pernambuco.
Fonte: DN
 Um dos medicamentos incluídos é o trastuzumab que está aprovado no SUS somente para o tratamento posterior à cirurgia, para prevenir que a doença volte Foto: Info Farmácia
Um dos medicamentos incluídos é o trastuzumab que está aprovado no SUS somente para o tratamento posterior à cirurgia, para prevenir que a doença volte Foto: Info Farmácia
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou neste mês a inclusão de 16 novos medicamentos para tratar o câncer na Lista-Modelo de Medicamentos Essenciais para Adultos (EML) e Crianças (eMLC).
Agora a organização considera como prioritários para o tratamento oncológico um total 46 fármacos, que devem ser oferecidos no sistema público de todos os países. Os novos fármacos foram sugeridos à organização por um estudo feito por 90 médicos espalhados pelo mundo.
Um dos colíderes da força-tarefa do estudo, Gilberto Lopes, do Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas do Brasil, ressaltou que esta foi a maior inclusão de medicamentos desde a criação da lista, em 1977. “Ficamos muito contentes que a OMS aprovou 16 das 22 drogas que sugerimos. Elas têm impacto significativo na sobrevida e, muitas vezes, na qualidade de vida dos pacientes”, informou Lopes.
“Ela inclui alguns medicamentos que já são genéricos, mas também de alguns de alto custo, como o trastuzumab, o imatinib e o rituximab, que são usados para tratamento de câncer de mama, mieloide crônica e linfoma, respectivamente”, disse.
SUS
O oncologista lembrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vários dos medicamentos recém incluídos na lista, mas alguns são restritos a tratamentos específicos.
Ele citou, como exemplo, o trastuzumab que está aprovado no SUS somente para o tratamento adjuvante, que é posterior à cirurgia, para prevenir que a doença volte. “A lista da OMS agora também inclui a droga para o tratamento de pacientes com a doença mais avançada, metastática, para que elas vivam melhor e por mais tempo. Essa é uma das novidades da lista deste ano”, declarou.
Lopes comemorou também o fato de a OMS ter sinalizado que a atualização da lista-modelo passará a ser anual ou bienal. “A última revisão ocorreu há mais de uma década, mas conseguimos chegar a um acordo de que essas revisões devem ser periódicas e não só quando há pressão muito grande de pacientes e médicos”, disse.
Fonte : Agência Brasil
Ambulâncias de diversos municípios do Interior do Estado chegam durante todo o dia com mais pacientes, que, sem espaço adequado, são "acomodados" nos corredores da unidade, referência no tratamento infantil de crianças FOTO: ÉRIKA FONSECAAmbulâncias de diversos municípios do Interior do Estado chegam durante todo o dia com mais pacientes, que, sem espaço adequado, são "acomodados" nos corredores da unidade, referência no tratamento infantil de crianças FOTO: ÉRIKA FONSECA
Em meio ao caos na saúde pública, crianças com sintomas de dengue, sarampo, catapora e outras viroses lotam os corredores do Hospital Albert Sabin, na Vila União. Os pais e familiares dos pequenos pacientes reclamam da falta de médicos, consultas e atendimento prioritário aos doentes com necessidades especiais. Ao todo, foram registradas 57 crianças nos corredores.
Na entrada da unidade, na recepção e nos corredores, meninos com febre, tosse, dor de cabeças e manchas pelo corpo aguardam atendimento médico especializado ou mesmo a primeira consulta. Ambulâncias de diversos municípios do Interior do Estado chegam durante todo o dia com mais pacientes.
A dona de casa Dayane Nunes tentava, desde segunda-feira (11), levar seu filha, de 6 anos, com sintomas de dengue, ao hospital. Ela chegou por volta de 11h30 e saiu sem atendimento às 23h. Ontem, a mãe levou novamente a criança, e um exame de sangue diagnosticou o baixo número de plaquetas, confirmando o quadro de dengue. Dayane aguardou durante todo o dia a transferência da filha para um leito em outra unidade, mas não obteve resposta até a noite de ontem. "Nossas crianças estão sendo atendidas como animais. Falta alimento e medicação. É triste", lamentou a mãe.
Moradores de outros municípios também procuram a unidade por ser um centro de referência em atendimento especializado a crianças e adolescentes. Ana Raquel da Silva, 21, tia de um bebê de nove meses, enfrentou o sol e o transporte público, saindo de Maracanaú, para poder conseguir assistência para o seu sobrinho. "Estou desde 6h30 com o meu bebê. Ele deu duas convulsões dentro do coletivo, não sei o que fazer", revelou.
Foi constatado, em exame médico, que a criança estava com catapora. Conforme o documento, ela apresentou erupções cutâneas, coceira, falta de apetite, dores de cabeça e na barriga.
O Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará divulgou, no "Corredômetro" de ontem, o registro de 397 pacientes sem leitos, "acomodados" em corredores de hospitais de emergência de Fortaleza.
Deputados estaduais são barrados na entrada do Hospital Albert Sabin
Uma comissão formada pelos deputados estaduais Audic Mota, Danniel Oliveira, Silvana Oliveira e Walter Cavalcante foi barrada na entrada da Emergência do Hospital Albert Sabin e só conseguiu acesso após contato com a assessoria de comunicação da unidade. No local, os parlamentares constataram a superlotação. Ao tentar ingressar na unidade, o segurança vetou a entrada, apesar de o grupo ter se identificado como deputados.
Diretoria do hospital recebe comissão de parlamentares
Após o desentendimento, os partidários foram recebidos pela assessoria de imprensa e, em seguida, pela diretora do hospital, Marfisa Portela, que estava em horário de almoço. Segundo os deputados, ela informou que a unidade está sofrendo com a falta de leitos e verbas por parte do Estado. As informações e imagens coletadas no hospital serão apresentadas em uma audiência na Assembleia Legislativa.
O Hospital Albert Sabin informou, por meio de nota, que conta com 306 leitos divididos em enfermarias, observação, UTI Pediátrica, UTI Neonatal, oncologia e pós-cirúrgicos. Destes, 45 são de UTIs. Devido ao atual período sazonal e aumento progressivo da demanda, como casos de sarampo e coqueluche, a equipe foi reforçada.
Houve aumento da quantidade de leitos de retaguarda na Sociedade de Assistência e Proteção à Infância (Sopai, 80) e Hospital da Mulher (30), além do acréscimo de 15 leitos no Albert Sabin. Em média, 12 a 15 transferências são feitas por dia. Neste ano, até abril, 3.196 internações foram registradas. A equipe clínica e técnica diária, a cada turno, é de dez pediatras e sete enfermeiros e um auxiliar de enfermagem para cada seis leitos. A quantidade pode ser alterada para mais, segundo a demanda.
Fonte: DN